Eu tenho 26 anos. Muitos sonhos, caminhos e tropeços pela frente. Nunca gostei de correr riscos, mas cheguei a uma conclusão elementar: não tenho nada a perder.
E por que digo isso?
A gente se esconde atrás de muros de coisas que achamos que temos a perder e que no fim, não tem significado algum. São coisas. Seres inanimados. Um monte de tralha que juntamos anos a fio e que não tem serventia alguma. Só juntam poeira.
A mesma situação se dá com aqueles sentimentos que deveriam ser descartados de uma vez. Por que guardar mágoa de alguém? Por que sentir raiva, ódio e inveja? Por que alimentar um amor que já morreu? Em que esses sentimentos nos beneficiam? Assim como os muitos objetos, só servem pra juntar poeira emocional e nos fazem muito mal!!!
Outro dia uma pessoa querida (que mudou radicalmente o rumo de sua vida) me disse uma coisa que me marcou: “Não quero perder tempo com aquilo que não faz a vida valer a pena.”
A vida acontece enquanto estamos fazendo planos pro futuro, traçando metas, definindo o que vale mais.
A vida acontece enquanto temos medo de perder referências, valores, amores.
Por isso ela só vale a pena quando encontramos pessoas raras. Quando fazemos algo que realmente gostamos, com paixão, com alma. Quando vemos algo que nos acalenta o coração. Quando fazemos o bem. Quando lembramos de alguém em um momento banal e isso faz todo o sentido.
Nos esquecemos que nada permanece e que nada nos pertence. E é exatamente aí que reside a beleza. Tudo muda. Tudo se movimenta.
Para fazer a vida valer a pena é preciso correr riscos! E é isso que eu estou fazendo agora.
A verdade liberta!!!